Respeito?
Quem mora
Apesar de serem casos isolados, esses problemas com maiores impactos causando tumultos e atrasos, o que mais me chamou a atenção nos 90 minutos que passei parado em uma estação foi o descaso dos funcionários do metrô. Não houve sequer um aviso sobre o que havia ocorrido e nem sobre o tempo de espera para a solução do problema. Só era possível ouvir pelo sistema de som da estação que os bloqueios haviam sido fechados para evitar tumulto.
Coincidência ou não esse fato me remeteu a todas as vezes que fui mal atendido pelo funcionalismo público: Polícia, Banco do Brasil, DETRAN, Escolas Estaduais, etc. Não sei se pela estabilidade de serem concursados, ou se pelo egoísmo que assola nossa sociedade, nunca presenciei algum funcionário dos órgãos citados fazer um bom atendimento, salvo quando o requerente tinha algum conhecido lá.
Um professor da faculdade dizia, e concordo com ele, que a culpa deste descaso era da burocracia. Os funcionários públicos geralmente não têm um “chefe” e respondem apenas à burocracia, e muitos deles sentem que não são importantes e/ou reconhecidos, e isso causa esta “desmotivação”. Gera-se um ciclo vicioso, quem começa a trabalhar neste órgão passa a agir da mesma forma, faz parte da cultura organizacional a que são submetidos. Mudanças? A meu ver só com privatizações ou indicações de pessoas sérias para gerir estes órgãos. Infelizmente as duas opções estão nas mãos de quem governa, enquanto votarmos sempre nos mesmos políticos que vêem seus interesses acima dos interesses do povo, nada mudará. Este ano teremos eleições municipais, mais uma oportunidade de mudarmos algo, não jogue seu voto fora, não deixe quem acabou com o Estado acabar com a Cidade.
“(...)Quero mudança total
Uma idéia genial
A ciência e o amor
A favor do futuro
Quero claro no escuro(...)”
Composição: Ana Carolina e Antônio Villeroy
Pra onde vamos
As vans, carros e bicicletas?
Certezas avessas
Comércio de guerra
Legado de merda
Mais de um bilhão de chineses
Marchando sem deuses
E outros descalços
Fazendo sapatos
Pra nobres e ratos
Sobe do solo
A nuvem de óleo com cheiro
De enxofre queimado
Fudendo com os ares
E outras barbáries
Quero mudança total
Uma idéia genial
A ciência e o amor
A favor do futuro
Quero o claro no escuro
Peço paz aos filhos de abraão
Quero gandhi na melhor versão
E nada vai me faltar, e nada te faltará
E nada vai me faltar, e nada te faltará
Pra onde seguem os barcos?
Os homens, suas trilhas
Seus filhos e filhas
No pau da miséria?
Um pico na artéria
As mulheres pedintes perdidas
Que já quase loucas
Dividem o frio da noite
Com as drags
As mães e os "carregues"
Meninas sangrando na boca
E no meio das pernas
No meio da noite
Tomando cacete
Sem dente, sem leite
Quero respeito
Os humanos direitos
Fazendo pensar os pilares
De uma nova era
Que não seja quimera
Peço paz aos filhos de abraão
Quero gandhi na melhor versão
E nada vai me faltar, e nada te faltará
E nada vai me faltar, e nada te faltará
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