Ode à angústia.
1 estreiteza, redução de espaço ou de tempo; carência, falta
2 estado de ansiedade, inquietude; sofrimento, tormento
2.1 Rubrica: psicologia: estado de excitação emocional determinado pela percepção de sinais, por antecipações mais ou menos concretas e realistas, ou por representações gerais de perigo físico ou de ameaça psíquica
2.2 Rubrica: psicologia: medo sem objeto determinado
2.3 Rubrica: psicanálise: reação do organismo a uma excitação impossível de ser assimilada, desencadeada pelo bloqueio da consecução da finalidade de uma pulsão (p.ex., a frustração do orgasmo) ou pela ameaça de perda de um objeto investido por uma pulsão (p.ex., a perda de um ser amado)
3 Rubrica: filosofia: em Kierkegaard (1813-1855), sentimento de ameaça impreciso e indeterminado inerente à condição humana, pelo fato de que a existência de um ser que projeta incessantemente o futuro se defronta de maneira inexorável com possibilidade de fracasso, sofrimento e, no limite, a morte
4 Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: filosofia: em Heidegger (1889-1976), situação afetiva fundamental despertada pela consciência da inevitabilidade da morte, que coloca o homem em presença do Nada absoluto e incontornável
5 Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: filosofia: em Sartre (1905-1980), consciência da responsabilidade decorrente da infinita liberdade humana e do vazio ontológico que possibilita a liberdade.
Qual seria a maior fonte de angústia?
Falarei uma comum e pelo qual todos passam ou já passaram, aquelas causadas por rompimentos.
Por que rompimentos geram angústia?
- Saída da zona de conforto?
- Dúvidas (medos) do que está por vir?
- Insegurança?
- Não confiar no próprio taco?
Enfim, há muitas hipóteses e poucas respostas precisas.
Em uma cultura ocidental e capitalista, como a que vivemos, só aprendemos e somos motivados a captar mais riquezas, sejam elas materiais, intelectuais ou amorosas (no casa dos homens leia-se quantidade e das mulheres estabilidade). Não aprendemos, nem somos preparados e/ou estimulados para lidarmos com as perdas, nem com o dividir (compartilhar) e nem com o oferecer. Infelizmente ainda vivemos sob a Lei de Gérson, onde o sempre levar vantagem em tudo é valorizado.
Claro que não são apenas rompimentos, términos e separações que geram angústia, mas se vivêssemos (e construíssemos) em uma sociedade mais altruísta, talvez esta pudesse ser evitada. Considero a angústia e a tristeza constituintes do ser humano, mas diante da reincidência onde o ganhar a qualquer custo está acima de tudo, me permiti escrever este texto. Porém fica uma dúvida em minha mente, este ganhar sempre está a serviço da evitação da angústia ou da formação do caráter do indivíduo?
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