Feliz 2.011

Todo ano que se aproxima renova nossos desejos...

Desejo acreditar profundamente em um ano baseado em outros valores, radicalmente antagônicos aos que dominam hoje, em que pessoas não sejam sinônimos mercadoria, não sejam descartados como refugo, não sejam abandonados pelas esquinas.

Desejo que consigamos resistir a tanta pressão consumista, à tentação de ostentar bens, à aderir a modas, ao status, aos jogos de poder, à corrupção.

Desejo acreditar em um ano com menos consumo e mais criatividade, menos comércio e mais solidariedade, menos competição e mais partilha, menos comunicação e mais trocas autênticas, menos marketing e mais verdade.

Desejo que possamos cultivar a intimidade com os que amamos, praticar o silêncio tão necessário à contemplação do nosso mundo interior, resgatar o olhar que permite o acolhimento do Outro, sem sonegar sentimentos, sem blefar, sem discriminar, sem se omitir.

Desejo que tenhamos consciência da força subversiva do inacabado, do ainda não-existente, das promessas, das utopias, da dignidade, da liberdade, da solidariedade.

Desejo que possamos resgatar a capacidade de amar, reaprender a ternura, agir com humildade, usar o melhor da nossa capacidade, do nosso calor humano, da nossa capacidade de acreditar que um outro modo de viver é possível e absolutamente necessário.

Desejo que muitos compartilhem desses mesmos desejos e que juntos possamos construir esse novo ano.

 

(Neuzi Barbarini)

 

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