
“vou procurando por mim, querendo não me encontrar”,
“acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto”.
“eu tenho mais de mil perguntas sem resposta”
E “eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, que nada sei”.
“e eu só quero dizer que eu não sei nada de você” e “não sei muito de mim também”.
...“benditas coisas que eu não sei”.
“Quem sabe isso passa, sendo eu tão inconstante”.
Mas “eu fecho os olhos e tudo vem”...
“posso estar só, mas sou de todo mundo”.
“eu...queria tanto encontrar uma pessoa como eu, a quem eu posso confessar alguma coisa sobre mim”.
Mas “eu não sou perfeito e nem você é”.
Porém “agora eu que decido aonde vou”
E “eu quero mais”,
“Quero, vou, fui, não vi, voltei”
PS. Meu agradecimentos a todos excelentes compositores que tomei a liberdade de utilizar.

Sou um entusiasta da virada cultural.
Foi a partir da primeira que tomei gosto por escrever no blog.
Considero a virada um dos maiores eventos culturais da cidade de São Paulo.
É uma das raras oportunidades onde a população pode de maneira gratuita ter acesso ao que há de melhor nas manifestações artísticas culturais.
Seria injusto de minha parte fazer qualquer indicação da ótima programação deste ano, então segue o link com a programação completa.
Bom divertimento e quem sabe não nos encontramos por lá.

Caminhões e carros rápidos sobre o asfalto, sobre os barracos.
Meninos homens, mulheres meninas, meninas mulheres e homens meninos.
Brincadeiras alegres, verdades tristes, tristes alegrias e verdadeiras brincadeiras.
Contrastes desiguais, vulnerabilidades ambíguas, exceções preconizadas e escassas oportunidades.
Sinuosas longas estradas, prazerosos penosos caminhos, ajudas labuta sorrisos.
Finitas infinitas oportunidades, crescimento desenvolvimento reconhecimento.
Fala, escuta, atua, protagoniza e muda.
Melhor que olhar onde estamos,
É olhar de onde viémos,
É olhar o que conquistamos,
É não conseguir olhar onde podemos chegar
Olhando algumas fotos e textos antigos presentes em uma antigo "Fotolog" me deparei com esta estrofe em uma foto que gosto (acima). Será que a frase é minha? Nem eu sei, mas achei que reflete meu novo momento.
Devido a alguns problemas técnicos estou ausente deste espaço, mas logo retornarei, mantendo a proposta de um viés psicológico. Acrescentando agora também um viés mais social a esta Psicologia, além da disseminação da cultura que seja acessível a todos.
Até Breve...
Breve em março...
Como diz José Simão, em minha “mesopotâmica missão” de disseminação da cultura, não posso deixar de registrar mais uma vez a programação do SESC.
Para quem gosta de música em março teremos no SESC Pinheiros Marcelo Camelo, Zélia Duncan e Maria Rita.
Para quem gosta de cinema, entrem no site do CineSESC e voltem nos melhores filmes de 2008, ganhem 50% desconto para compra de ingresso para ver filmes no referido local.
Para quem gosta de teatro há tantas opções que seria injusto de citar apenas uma delas.
Acessem www.sescsp.org.br e desfrutem da melhor programação cultural da cidade de São Paulo.
Inferno astral, era de aquarius, retorno de saturno e uma pitada de Psicologia.
Astrológica e popularmente, inferno astral é o período de 30 dias que antecedem a data de seu aniversário. Para os astrólogos, inferno astral existe e seria um período para reflexão acerca do ano que teve e do ano que irá começar. Segundo Jung, “quando não estamos em contato consciente com o que nos acontece, tudo acaba nos parecendo obra do Destino, não reconhecemos nosso papel na sua manifestação, não nos sentimos responsáveis por nada; mas, se estivermos conscientemente em contato com nossa vida interior, teremos meios de compreender as fases de crescimento pessoal, enfrentá-las e usá-las como grandes oportunidades de desenvolvimento e transformação pessoal”.
A era de aquarius diz-se ser a época de prosperidade e crescimento da humanidade, porém mais baseada no racionalismo. Para Jung as eras astrológicas são baseadas em constelações reais e não apenas astrológicas.
Por fim, o retorno de Saturno, astrologicamente falando, é o momento que Saturno retorna a casa que ele estava no momento de seu nascimento. Este momento acontecerá aproximadamente aos seus 29 anos e se caracteriza por um momento de transição onde um novo ciclo se inicia, aonde novos valores, objetivos e temores vem tomar o lugar daqueles que até então faziam parte de sua vida. Jung se destacou em seu meio por também estudar a astrologia, porém não achei nada específico acerta do retorno de Saturno, mas me permito expor que poderia se entender como um início de entrada do período que ele denominou de metanóia, onde, a grosso modo, o indivíduo passa a atuar no mundo conforme seu verdadeiro eu (self) em busca de sua plena realização (individuação).
Sem a devida profundidade que o assunto demanda, tentei mostrar que muitas ciências, inclusive a popular, têm convergências significativas, sendo relevante o que cada um acredita, principalmente quando se está prestes a completar 29 anos...
PS: grande parte das referências foi extraída do Google e sites sem peso acadêmico-científico, porém deveras interessantes e esclarecedores.
Programação Cultural
No mês de Fevereiro as opções de programação estão mais voltadas ao Carnaval, que é uma das maiores festas de nossa cultura.
Aparte o Carnaval, que não é muito minha praia indico algumas coisinhas.
Cinema:
- Verônica: Estréia hoje, mas em poucas salas.
Música:
- Preta Gil: Tom Jazz (06/02 e 07/02)
- Dominguinhos: Tom Jazz (13/02 e 14/02)
PS. Acho errado o Tom Jazz não dar direito a meia entrada aos estudantes, cobrando os ingressos como Couvert Artístico.
- Fernanda Takai: SESC Santana (27/02, 28/02 e 01/03).
Teatro:
- Nu de Mim Mesmo: SESC Avenida Paulista (13/02 a 15/03)
- Z.É. – Zénas Emprovisadas: HSBC Brasil (07/03 e 08/03)
PS. visitem regularmente os sites do SESC, do Centro Cultural SP, do Centro Cultural BB, o Catraca Livre, o Culturando, que sempre há ótimas dicas culturais a preços populares.
Aventura...
Durante minhas férias forçadas, mas muito bem vindas, a internet e televisão tem-se feito companhia constante para mim.
Quando falo de internet meus pensamentos me remetem ao TCC de um grupo de colegas que se formou comigo que falava sobre a dependência de internet, o excelente trabalho deles me fez acreditar que sofro deste mal. Mas isso é discussão para outro dia, hoje quero falar sobre a TV.
Cada dia se torna mais difícil apreciar programas de qualidade, que acrescentem algo às nossas vidas. Claro que não sou perfeito e também vejo BBB, novelas, Pânico, CQC, etc., porém esta semana tive a oportunidade de assistir ao ótimo programa “Zoombido”, que é vinculado ao Canal Brasil e muito bem apresentado pelo ótimo cantor e compositor (Paulinho) Moska.
Resumidamente o “Zoombido” é um programa onde o Moska recebe em um ambiente bem intimista, compositores (cantores) que são entrevistados basicamente sobre como chegam a composições. O programa já está em sua quarta temporada e em cada uma delas, cada um dos compositores ajuda na composição de uma canção, inclusive a primeira temporada acaba de sair em DVD pela Biscoito Fino.
Pois bem, no programa que assisti, Moska recebia o cantor e compositor Eduardo Duzek. Ao ouvi-los interpretando a canção “Aventura” pude comprovar na prática o que Jung e a Psicologia Analítica discorrem sobre a música. Primeiramente toda e qualquer criação artística é uma manifestação do inconsciente de seu autor, inclusive quem tiver a oportunidade de ver este programa (e conhecer um pouco de Psicologia Analítica) observará que Eduardo Duzek ao responder de onde vem sua inspiração para compor, faz uma clara referência ao Inconsciente Coletivo, que a grosso modo são os materiais herdados da humanidade. A Psicologia Analítica preconiza que as músicas em si não produzem grande efeito nos indivíduos, mas sim as imagens (lembranças) que surgem ao ouvir determinada música que fazem efeito para o sujeito. Em um documentário chamado “Maria Betânia, Música é Perfume” ela faz esta mesma referência, que as duas coisas que mais fortemente são capazes que trazer lembranças às pessoas são a música e a fragrância e um perfume. E como falei acima ao ouvir a referida canção me vieram sortidas agradáveis lembranças. O que me chama a atenção também é o fato de que esta canção nunca fez parte de minhas favoritas, só me remetendo a ela quando uma antiga colega de serviço contou que era alvo de brincadeiras de colegas por conta de um de seus versos que faz referência aos olhos.
Não irei propor que comprovem isto, pois é mais gostoso ouvir a música quando menos se espera e ser tomado de assalto por estas lembranças (boas ou não), mas procurarei mais dados empíricos que corroborem com a suposição acima apresentada. De qualquer forma, fiquem à vontade para compartilhar comigo quem teve alguma experiência semelhante.
Meia Entrada e Meio Desocupados...
O ator Wagner Moura defende a votação do projeto para que os produtores possam baixar o preço dos ingressos. “A minha peça em São Paulo (Hamlet) tem 70% dos ingressos vendidos com meia-entrada. É evidente que eu sou obrigado a cobrar um preço mais alto”.
"Não somos contra a meia-entrada. O que defendemos é que tenha uma cota para a cobrança porque isso vai viabilizar a redução dos preços dos ingressos para todos", afirmou Wagner Moura. "Se continuar como está, a tendência é de caos", disse ele.
“A proposta, em discussão na comissão do Senado, sugere a fixação de 40% de cotas, o controle será feito por um conselho, comandado pelo governo federal, que vai definir ainda sobre a possível venda antecipada dos ingressos.
A medida vai valer para espetáculos, salas de cinema e também eventos esportivos, incluindo museus e circos.
Os artistas apelam ainda para que a União, os Estados e os municípios arquem com um percentual como contrapartida para viabilizar a execução dos projetos culturais no país. Este item não está na proposta em discussão.”
Este notícia é do ano passado, porém me causou constrangimento. Antes de qualquer coisa externo minha opinião favorável à regulamentação da aquisição de meia-entrada, porém divirjo da proposta defendida pelo referido ator.
Vale ressaltar que Wagner Moura atingiu o ápice de sua notoriedade, interpretando o personagem Capitão Nascimento em Tropa de Elite, filme este assistido por muito pagantes de meia-entrada e pessoas que adquiriram a cópia pirateada do filme (esta é outra interessante discussão que pode vir a fazer parte deste blog).
No lugar de medidas arbitrárias como a proposta poderia se utilizar o mesmo critério empregado por uma grande rede de cinemas, onde não são aceitas para comprovar a situação estudante, carteirinhas emitidas por empresas privadas e/ou entidades estudantis.
Infelizmente vivemos em um País, onde todos querem levar vantagem sobre o outro e por incrível que pareça isso é valorizado. As empresas privadas querem lucrar com a venda de carteirinhas e as comercializam mesmo para não estudantes. Estes por sua vez, querem pagar mais barato em eventos culturais e os promotores dos eventos cobram preços abusivos sob a justificativa de que a maior parte dos espectadores são os que fazem uso da meia-entrada. Particularmente não tenho conhecimento de nenhuma pesquisa confiável que comprove isso. Mas o que mais me consterna, é não haver um pensamento coletivo de nenhuma das partes.
Não podemos esquecer também que vivemos em um País onde o acesso à cultura é proporcional a condição social da pessoa, sendo que quanto menor for esta condição, menor será seu acesso. Acredito que isso sim seja relevante e passível de uma discussão em Brasília. Se há tanta vontade e disponibilidade de se fazer algo pela cultura, que tal começar por aí? Que tal vincular espetáculos à programação do SESC? (Que oferece a melhor programação cultural da cidade de São Paulo a preços acessíveis). Ou quem sabe apresentar o espetáculo em bairros menos nobres?
Ode à angústia.
1 estreiteza, redução de espaço ou de tempo; carência, falta
2 estado de ansiedade, inquietude; sofrimento, tormento
2.1 Rubrica: psicologia: estado de excitação emocional determinado pela percepção de sinais, por antecipações mais ou menos concretas e realistas, ou por representações gerais de perigo físico ou de ameaça psíquica
2.2 Rubrica: psicologia: medo sem objeto determinado
2.3 Rubrica: psicanálise: reação do organismo a uma excitação impossível de ser assimilada, desencadeada pelo bloqueio da consecução da finalidade de uma pulsão (p.ex., a frustração do orgasmo) ou pela ameaça de perda de um objeto investido por uma pulsão (p.ex., a perda de um ser amado)
3 Rubrica: filosofia: em Kierkegaard (1813-1855), sentimento de ameaça impreciso e indeterminado inerente à condição humana, pelo fato de que a existência de um ser que projeta incessantemente o futuro se defronta de maneira inexorável com possibilidade de fracasso, sofrimento e, no limite, a morte
4 Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: filosofia: em Heidegger (1889-1976), situação afetiva fundamental despertada pela consciência da inevitabilidade da morte, que coloca o homem em presença do Nada absoluto e incontornável
5 Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: filosofia: em Sartre (1905-1980), consciência da responsabilidade decorrente da infinita liberdade humana e do vazio ontológico que possibilita a liberdade.
Qual seria a maior fonte de angústia?
Falarei uma comum e pelo qual todos passam ou já passaram, aquelas causadas por rompimentos.
Por que rompimentos geram angústia?
- Saída da zona de conforto?
- Dúvidas (medos) do que está por vir?
- Insegurança?
- Não confiar no próprio taco?
Enfim, há muitas hipóteses e poucas respostas precisas.
Em uma cultura ocidental e capitalista, como a que vivemos, só aprendemos e somos motivados a captar mais riquezas, sejam elas materiais, intelectuais ou amorosas (no casa dos homens leia-se quantidade e das mulheres estabilidade). Não aprendemos, nem somos preparados e/ou estimulados para lidarmos com as perdas, nem com o dividir (compartilhar) e nem com o oferecer. Infelizmente ainda vivemos sob a Lei de Gérson, onde o sempre levar vantagem em tudo é valorizado.
Claro que não são apenas rompimentos, términos e separações que geram angústia, mas se vivêssemos (e construíssemos) em uma sociedade mais altruísta, talvez esta pudesse ser evitada. Considero a angústia e a tristeza constituintes do ser humano, mas diante da reincidência onde o ganhar a qualquer custo está acima de tudo, me permiti escrever este texto. Porém fica uma dúvida em minha mente, este ganhar sempre está a serviço da evitação da angústia ou da formação do caráter do indivíduo?
Boa Noite a Todos...
Como dito no post anterior, procurarei escrever pelo menos uma vez por semana neste espaço. Especificamente às sextas-feiras colocareis dicas culturais. Mi limitarei a colocar eventos que eu vou ou gostaria de ir, bem como indicações daqueles que dividem este espaço comigo.
Começarei com indicações do SESC, que possuí a melhor programação cultural da cidade de São Paulo:
CALÍGULA
SESC Pinheiros
08/01 a 22/02.
Quintas, sextas e sábados, às 21h; Domingos, às 18h.
Nova temporada. Peça escrita por Albert Camus em 1942 que conta a história do imperador romano Gaius Caesar Germanicus, que reinou de 37 a 41 e foi conhecido por sua natureza extravagante e cruel. Direção: Gabriel Villela. Com Thiago Lacerda, Pascoal da Conceição, Magali Biff, Pedro Henrique Moutinho, Ando Camargo, Rodrigo Fregnan, Jorge Emil, entre outros. Cenários: J.C. Serroni. Figurinos: Maria do Carmo Soares. Duração: 1h40. Teatro Paulo Autran. Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC, a partir de 26/12. Não recomendado para menores de 14 anos.
Luiz Melodia
SESC Vila Mariana
Dia(s) 09/01, 10/01, 11/01, 16/01, 17/01, 18/01
Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 18h
O compositor e cantor carioca realiza espetáculo de lançamento do DVD Ao Vivo MTV acompanhado de banda. Teatro.
SESC Santana
Dia(s) 22/01, 23/01
Quinta e sexta, às 21h.
A cantora carioca Teresa Cristina e o Grupo Semente são integrantes da nova geração do samba carioca. Com diversos álbuns gravados e vários prêmios completaram, em 2008, dez anos de carreira. Neste show serão apresentadas, além de cações autorais de Teresa Cristina, regravações de clássicos da música brasileira como Paulinho da Viola e temas do último CD ‘Delicada'. O grupo é composto por Pedro Miranda (pandeiro e voz), João Callado (cavaquinho), Bernardo Dantas (violão) e Mestre Trambique (surdo). Teatro.
Moska
SESC Vila Mariana
Dia(s) 23/01, 24/01
Sexta e sábado, às 21h
Show no formato voz e violão, em que o músico apresenta repertório pautado em artistas que influenciaram seu trabalho como Tom Jobim, Caetano Veloso, Peninha, Gilberto Gil, Cazuza, Pixinguinha e Jorge Drexler. Teatro.
Mais informações e programação completa em http://www.sescsp.org.br/sesc/
Tenham um ótimo fim de semana.
Tudo Novo de Novo...
Feliz Ano Novo a você que me dá o prazer de sua visita e de escrever e dividir pensamentos e idéias.
Nunca li "O Segredo", apenas vi o filme, com um pouco de sono é verdade, mas vi todo. Sei pouco sobre lei da atração e acredito em DEUS.
Neste mesmo período de 2.008 me propus a traçar metas e desejos para o ano que iniciava, infelizmente não deixei registrado para fazer um melhor balanço, mas muitos destes objetivos foram atingidos. Dentre alguns outros posso destacar:
- terminei minha segunda faculdade;
- a apresentação do meu TCC foi ótima;
- consegui sair do serviço sem precisar pedir demissão.
Trace metas, coloque objetivos e não limites seus sonhos e desejos. "Quando limitamos medrosamente nossos sonhos, o que vale não é tanto a vontade de torná-los mais razoáveis e realizáveis, mas o medo de abandonar o conforto resignado do status quo. Os psicanalistas dizem a mesma coisa, em termos apenas diferentes: não há desejo sem perdas, e quem não aceita perder se impede de desejar. Enfim, meus votos para todos: um Ano Novo sem medo de perder." (Contaro Caligaris)
Feliz Ano Novo a todos.
Me permito colocar minhas prospecções para o ano que se inicia.
- Conseguir um emprego na minha área.
- Fazer algum curso de especialização e conhecer melhor a Psicologia Analítica.
- Iniciar o curso de Libras.
- Ler pelo menos 6 livros.
- Publicar meu artigo científico.
- Escrever toda semana em meu Blog.
- Realizar alguma atividade comunitária.
- Ser mais presente na vida das pessoas que gosto e não perder o contato com o pessoal da faculdade e da CASSI.
- Ir a pelo menos 6 shows, ver no mínimo 12 filmes, assistir a algumas peças de teatro e visitar exposições.
- Não fazer mais nada contrariado.
- Fazer pelos menos duas viagens.
- Realizar mais atividades físicas e eliminar alguns quilos.
Segue abaixo um dos motivos de minha ausência aqui no Blog. O texto é a primeira prévia da introdução do meu Trabalho de Conclusão de Curso.
Espero que aproveitem a leitura e que tenham uma ótima semana.
O presente trabalho pretende investigar como diferentes visões da Psicologia (Psicologia Analítica e Psicanálise) explicam, a partir de suas convergências, a influência do espaço nas manifestações homo afetivas entre mulheres.
Durante um show musical de MPB, chamou-nos a atenção o comportamento de casais homo afetivos. Durante a apresentação, os casais assumiram sua identidade homo afetiva, porém antes e depois do show este contato não era explícito. Tal comportamento nos deixou curiosos e instigou à medida que julgamos injusta tal privação.
Questionaremos a respeito das atitudes que levam a não demonstrar afetividade em público, algo voltado mais ao social e menos técnico, quando se pensa da Psicologia como Ciência.
Como referencial teórico, utilizaremos a Psicologia Analítica e a Psicanálise. A Psicologia Analítica surgiu a partir do rompimento de seu percussor, Carl Gustav Jung, com o criador da Psicanálise, Sigmund Freud. Desde então se criou uma rivalidade histórica entre eles e seus seguidores, porém aparentemente divergentes as duas teorias mostram uma visão semelhante sobre a homoafetividade.
Este projeto de pesquisa é relevante, pois trata de temas, que geram polêmica em nossa sociedade, as relações homo afetivas entre mulheres e a relação entre Psicologia Analítica e a Psicanálise. Procuraremos encontrar semelhanças no que emerge como diferente. Seja na orientação sexual, seja no referencial teórico que norteará o profissional Psicólogo.
O objeto de pesquisa é a influência do espaço nas formas de manifestações homo afetivas femininas e as convergências deste tema entre a Psicanálise e a Psicologia Analítica. O público da pesquisa é formado por mulheres de dezoito a trinta anos, que residam em São Paulo (SP) e que freqüentem espaços homo sexuais.
Para compreendermos melhor nosso objeto de pesquisa no social, precisamos entender onde ele está inserido. Faremos uso da idéia de espaço, Milton Santos em Metamorfoses do Espaço Habitado, para ele “a definição do espaço é tarefa das mais difíceis” e propõe:
"uma definição que é operacional e ao mesmo tempo, fundada no real. O espaço é formado por dois componentes que interagem continuamente: a) a configuração territorial, isto é, o conjunto de dados naturais, mais ou menos modificados pela ação consciente do homem através de sucessivos sistemas de engenharia; b) a dinâmica social ou o conjunto de relações que definem uma sociedade em um dado momento (...). A dinâmica social é dada pelo conjunto de variáveis econômicas, culturais, políticas, etc., que cada momento histórico dão uma significação e um valor específicos ao meio técnico criado pelo homem, isto é, à configuração territorial."
Faremos uso dos conceitos da Psicanálise e da Psicologia Analítica para explicar os fenômenos que ocorrem neste espaço, e como o espaço acaba influenciando na construção da identidade, acreditamos que ambas entendem o social como constituinte na formação feminina de sua identidade.
Baseado nesta definição e nas variáveis que formam o conjunto social, juntamente com a análise qualitativa das entrevistas de campo, buscaremos compreender como o espaço influencia as formas de manifestações homo afetivas em mulheres; perceber como elas se comportam em ambientes predominantemente heteros sexuais, discutir a relação entre as duas teorias psicológicas e se á convergências e divergências para o mesmo tema.
Temos também a ambição que através deste projeto de pesquisa as pessoas reflitam sobre como elas lidam com seus preconceitos e intolerâncias, estimulando-as a criarem e desenvolverem muitos outros projetos científicos.
Desenvolveremos este projeto de pesquisa primeiramente pelo espaço. Neste capítulo iremos dar a dimensão do conceito de espaço que estaremos utilizando, inclusive citando suas metamorfoses contextuais. Relacionaremos com a Psicologia Analítica, entendendo a estruturação de espaços segregadores (inconsciente coletivo e sombra) e com a Psicanálise, entendendo a construção social da mulher e os conceitos embutidos desde sua infância (castração e complexo de édipo).
Em seguida falaremos sobre identidade, e a sua construção nas duas teorias apresentadas.
Dando seqüência ao desenvolvimento, abordaremos o lesbianismo, e as origens históricas e sua evolução até a contemporaneidade.
Após esta exploração teórica apresentaremos um capítulo com resultados da pesquisa de campo e sua devida conclusão.
Amar é...
Para o Rafa Amar é viver e deixar viver
Para o Roupa Nova Amar é quando não dá mais pra disfarçar
Para o Djavan Amar é tudo
Para a Simone Amar é só olhar, depois sorrir, depois gostar
Para o Fundo de Quintal Amar é bom, e faz renascer
Para o Tom Zé Amar é fel e mel
Para o Jair Oliveira Amar é simples
Para mim Amar é poder viver contigo.
Respeito?
Quem mora
Apesar de serem casos isolados, esses problemas com maiores impactos causando tumultos e atrasos, o que mais me chamou a atenção nos 90 minutos que passei parado em uma estação foi o descaso dos funcionários do metrô. Não houve sequer um aviso sobre o que havia ocorrido e nem sobre o tempo de espera para a solução do problema. Só era possível ouvir pelo sistema de som da estação que os bloqueios haviam sido fechados para evitar tumulto.
Coincidência ou não esse fato me remeteu a todas as vezes que fui mal atendido pelo funcionalismo público: Polícia, Banco do Brasil, DETRAN, Escolas Estaduais, etc. Não sei se pela estabilidade de serem concursados, ou se pelo egoísmo que assola nossa sociedade, nunca presenciei algum funcionário dos órgãos citados fazer um bom atendimento, salvo quando o requerente tinha algum conhecido lá.
Um professor da faculdade dizia, e concordo com ele, que a culpa deste descaso era da burocracia. Os funcionários públicos geralmente não têm um “chefe” e respondem apenas à burocracia, e muitos deles sentem que não são importantes e/ou reconhecidos, e isso causa esta “desmotivação”. Gera-se um ciclo vicioso, quem começa a trabalhar neste órgão passa a agir da mesma forma, faz parte da cultura organizacional a que são submetidos. Mudanças? A meu ver só com privatizações ou indicações de pessoas sérias para gerir estes órgãos. Infelizmente as duas opções estão nas mãos de quem governa, enquanto votarmos sempre nos mesmos políticos que vêem seus interesses acima dos interesses do povo, nada mudará. Este ano teremos eleições municipais, mais uma oportunidade de mudarmos algo, não jogue seu voto fora, não deixe quem acabou com o Estado acabar com a Cidade.
“(...)Quero mudança total
Uma idéia genial
A ciência e o amor
A favor do futuro
Quero claro no escuro(...)”
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